Introdução

indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA) experimentam uma ampla gama de comorbidades neurológicas, psiquiátricas e médicas, mas pouca atenção foi dada à potencial ligação entre TEA e enxaqueca, um dos distúrbios neurológicos mais prevalentes em todo o mundo. Este estudo teve como objetivo investigar se uma predisposição genética para TEA está ligada à enxaqueca e seus principais subtipos, com e sem aura. Além disso, foram explorados potenciais moderadores e mediadores da associação entre TEA e enxaqueca. (Nota dos Autores)

Resultados

Resultados: O escores poligênicos (PGS) para o TEA foi significativo e positivamente associado à enxaqueca. Não foi observado efeito moderador do sexo na associação entre o escore poligênico para o TEA e a enxaqueca. Quanto aos potenciais mediadores, apenas o neuroticismo do traço de personalidade mediou significativamente a associação entre o ASD PGS e a enxaqueca. (Nota dos Autores)

Tabela 1 - Risco de Enxaqueca x TEA

Associação entre TEA e Enxaqueca
Odds ratio, IC 95% e mediação pelo neuroticismo
Fenótipo Odds Ratio IC 95% Inferior IC 95% Superior p-valor Moderação por Sexo Mediador Neuroticismo Proporção Mediada (%)
Enxaqueca 1.04 1.02 1.05 0.002 FALSE TRUE 8.750
Enxaqueca sem aura 1.05 1.02 1.07 0.002 FALSE TRUE 8.750
Enxaqueca com aura 1.05 1.02 1.07 0.002 FALSE TRUE 8.750

Plotagem Integrada dos Resultados

Conclusões

O estudo sugere que indivíduos geneticamente predispostos ao autismo estão em maior risco de experimentar enxaqueca, incluindo os dois principais subtipos, com e sem aura. Ao enfatizar as complexas interações genéticas e fisiopatológicas compartilhadas dessas condições, destaca-se o papel do neuroticismo do traço de personalidade como mediador dessa relação. (Nota dos Autores)